Inflação oficial fecha 2018 em 3,75% – Portal O Farol

Inflação oficial fecha 2018 em 3,75%

Resultado veio dentro do esperado pelo mercado para o ano e cumpriu com folga a meta central do governo, que era de 4,5%. IPCA de dezembro foi de 0,15%, menor taxa para o mês desde 1994.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, fechou 2018 em 3,75%, abaixo do centro da meta fixada pelo governo, que era de 4,5%. Em 2017, o índice ficou em 2,95%.

Inflação acumulada
em %
em % ao anoIPCAMeta central de inflação19981999200020012002200320042005200620072008200920102011201220132014201520162017201802,557,51012,515

2010
● IPCA: 5,91
Fonte: IBGE e Banco Central / Obs.: As metas de 2003 e 2004 foram alteradas durante o ano

O resultado, divulgado nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), veio dentro do esperado pelo mercado e cumpriu com folga a meta de inflação perseguida pelo Banco Central, ficando dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que era entre 3% e 6%.

A previsão dos analistas era de uma inflação de 3,69%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.

Gasolina acumulou alta de 7,24% em 2018 e foi um dos itens que mais pressionaram a inflação no ano — Foto: Reprodução/RBS TV

Plano de saúde, energia e gasolina foram os vilões

Segundo o IBGE, a inflação de 2018 foi pressionada principalmente pelos preços dos produtos e serviços de habitação, transportes e alimentos. Juntos, estes três grupos foram responsáveis por 66% do IPCA do ano.

Individualmente, o preço do plano de saúde foi o item de maior impacto na inflação do ano, segundo o IBGE. Com alta acumulada de 11,17%, os planos de saúde responderam por 0,44 p.p. do índice geral de 2018.

Na sequência, os outros dois itens com maior impacto individual no indicador foram a energia elétrica, com alta de 8,7% e impacto de 0,31 p.p. no índice, e a gasolina, que aumentou 7,24% nos 12 meses impactando em 0,31 p.p. o IPCA acumulado do ano. O óleo diesel fechou o ano acumulando alta de 6,61%, enquanto o etanol teve queda de 0,40%.

Outros destaques de alta no ano, foram passagem aérea (16,92%), ônibus urbano (6,32%), eletrodomésticos (6,28%) e cursos regulares (5,68%).

Em alimentos, as altas que mais pesaram no índice geral foram as do tomate (71,76%), frutas (14,10%) e refeição fora (2,38%).

Veja abaixo a inflação acumulada em 2018 por grupos pesquisados e o impacto percentual de cada item:

  • Alimentação e Bebidas: 4,04% (0,99 p.p.)
  • Habitação: 4,72% (0,74 p.p.)
  • Artigos de Residência: 3,74% (0,15 p.p.)
  • Vestuário: 0,61% (0,04)
  • Transportes: 4,19% (0,76 p.p.)
  • Saúde e Cuidados Pessoais: 3,95% (0,48 p.p.)
  • Despesas Pessoais: 2,98% (0,33 p.p.)
  • Educação: 5,32% (0,26 p.p.)
  • Comunicação: -0,09% (0 p.p.)
Inflação oficial mês a mês
Variação mensal dos preços, em %
0,290,290,320,320,090,090,220,220,40,41,261,260,330,33-0,09-0,090,480,480,450,45-0,21-0,210,150,15Jan/18Fev/18Mar/18Abri/18Mai/18Jun/18jul/18ago/18set/18out/18nov/18dez//8-0,5-0,2500,250,50,7511,251,5

ago/18
-0,09
Fonte: IBGE

Inflação em dezembro

O IPCA de dezembro foi de 0,15%, a menor variação para um mês de dezembro desde o início do Plano Real, em 1994. Em novembro, o país registrou deflação de 0,21%, a menor taxa para o mês desde 1994.

Em outubro, o índice acumulado em 12 meses chegou a 4,56%, mas desacelerou nos dois últimos meses do ano, favorecido pela queda do preço da gasolina e recuo do dólar.

Perspectivas para 2019

Para 2019, os economistas das instituições financeiras projetam um IPCA em 4,01%, segundo a pesquisa Focus. O centro da meta deste ano é um pouco menor, de 4,25%. A meta terá sido cumprida se o IPCA ficar entre 2,75% a 5,75%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o BC eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 6,5% ao ano.

LImites da inflação — Foto: Arte G1LImites da inflação — Foto: Arte G1

Inflação por capitais

Entre os índices regionais, Porto Alegre (4,62%) teve a maior variação em 2018. Aracaju (2364%) e São Luís registraram as menores variações.

Veja a inflação acumulada em 2018 por região:

  • Porto Alegre: 4,62%
  • Rio de Janeiro: 4,30%
  • Vitória: 4,19%
  • Salvador:4,04%
  • Belo Horizonte: 4%
  • São Paulo: 3,68%
  • Rio Branco: 3,44%
  • Curitiba: 3,38%
  • Goiânia: 3,14%
  • Brasília: 3,06%
  • Belém: 3%
  • Campo Grande: 2,98%
  • Fortaleza: 2,90%
  • Recife: 2,84%
  • São Luís: 2,65%
  • Aracaju: 2,64%

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