O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Dinho Dowsley, deu mais um passo no processo de interiorização de sua pré-candidatura a deputado estadual. Nesta quarta-feira (8), em Sousa, no Sertão paraibano, ele se reuniu com o ex-prefeito João Estrela e saiu do encontro com o apoio político do grupo, em um movimento que amplia sua presença numa região estratégica da disputa proporcional. Segundo o registro publicado nesta quarta, a articulação também envolve a vereadora Johanna Estrela.
A agenda em Sousa não surge isolada. Antes dela, Dinho já vinha acumulando gestos políticos no município, com o apoio do empresário Gilberto Gomes Sarmento e a aproximação com o vereador Novinho de Carlão, sinais de que o presidente da Câmara da capital decidiu transformar diálogo em base e presença em voto. No cenário político de 2026, Sousa aparece como uma praça importante, e Dinho chega tentando ocupar esse espaço com método, conversa e costura.
O avanço no Sertão se soma ao tamanho político que Dinho já construiu em João Pessoa. Ele iniciou a trajetória parlamentar em 2004, voltou à Casa em 2010, presidiu o Legislativo no biênio 2021-2022 e foi reeleito para 2023-2024. Na eleição municipal de 2024, obteve 9.397 votos, reforçando sua densidade eleitoral na capital.
De volta ao MDB após mais de duas décadas, Dinho também passou a ocupar papel ativo na narrativa do partido para a Assembleia. Nesta semana, ele próprio defendeu uma bancada forte da sigla na ALPB, movimento que ajuda a explicar por que seu nome vem sendo tratado nos bastidores como um dos quadros competitivos da legenda para a disputa deste ano.
No fim das contas, o gesto em Sousa tem leitura clara: Dinho não quer depender apenas da força de João Pessoa. Quer chegar à eleição com capilaridade, alianças regionais e presença em polos estratégicos do interior. E, num cenário em que a disputa proporcional será decidida na soma entre capital, Sertão e articulação de bastidor, cada apoio de peso passa a valer mais do que uma simples foto — vale como recado político.
Por: Napoleão Soares













