Deputado terá que se livrar as acusações de que tem ligação com o intrincado caso que apura desvios de dinheiro público
A candidatura de Renato Mendes foi indeferida pelo juiz eleitoral Antônio Eimar, que na decisão deixou claro a condenação em segunda instância, o que afasta a elegibilidade do sobrinho do deputado, de acordo com a lei da ficha limpa.
Além de ingressar na campanha de última hora, o deputado terá que se livrar as acusações de que tem ligação com o intrincado caso da Operação Calvário, que apura desvios de dinheiro público.
É que a delatora Livânia Farias, que integrava a suposta organização, disse aos investigadores que uma compra superfaturada foi feita na pasta da educação com a intenção de pagar propina a Branco Mendes (Podemos), entre outros atores públicos.
Veja a transcrição da delação
Livânia: Era um produto que o valor daria mais de 12 milhões. Eram R$ 4 milhões que teria um percentual. Na minha conversa […] 25% passava para Arthuzinho. Os restantes R$ 1,6 milhões pra Edmilson Soares pra que fossem divididos com os deputados que estavam com ele. Foi também o governador que autorizou e disse que fosse dividido.
Ministério Público: Tem a lista desses deputados aí?
Livânia: Tenho. Lindolfo Pires, Tião Gomes, Genival e Branco Mendes. Foi paga uma parte a Edmildon e uma pequena parte a Arthuzinho. Quando ele [Arthuzinho] soube que foi pago essa parte maior a Edmilson, chegou uma liminar na Secretaria de Educação proibindo o pagamento a essa empresa.
A nona fase da Operação Calvário eclodiu na data de ontem (27/10), e apura crimes de lavagem de dinheiro praticados pelo conselheiro afastado do TCE-PB Arthur Paredes Cunha Lima e por pessoas ligadas a uma das organizações sociais que recebiam propina de fornecedores.
Por Paraíba Já